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Artigos

26-11-2010

A Escolha do Parceiro

A escolha do parceiro, aparentemente envolve apenas duas pessoas. Porém se olharmos bem de perto para o padrão de relacionamento construído pelo casal, veremos que não é bem assim.

Vários estudiosos puderam observar que quanto menos elementos resolvidos se fizerem presentes em uma família, menos livres serão seus membros para escolher um parceiro, no sentido de que haverá mais atribuições advindas de um modelo anterior de relacionamento. Podemos ver algumas vezes pais que mais ou menos explicitamente, impõe aos filhos exigências de compensação pelos problemas que eles mesmos não conseguiram resolver em suas relações. Desta forma, compreende-se então, que aqueles obstáculos que permanecem dificultando o relacionamento familiar porque não encontram solução, tendem a se repetir. Por exemplo, se uma mãe tem notáveis tabus sexuais, provavelmente a filha terá dificuldades para construir seu próprio papel de mulher.

Portanto, as dificuldades de relacionamento entre pai e mãe podem levar os filhos a sucessivas tentativas frustradas de construir casamentos harmoniosos com seus parceiros.

Para construir um relacionamento de casal satisfatório, é necessário que os parceiros aprendam a pertencer às suas famílias de origem e a obter deste sistema aprendizagens norteadoras dos diferentes papéis, que lhes serão solicitados na constituição de uma nova família. E consecutivamente, possam os parceiros desenvolver dentro de suas famílias de origem, a aprendizagem também necessária da autonomia, para que tenham a possibilidade de se diferenciar e encontrar outros modelos mais adequados a uma nova circunstância.

Uma relação satisfatória exige um movimento constante de mudança e adaptação em torno das situações que se apresentarem ao longo de um relacionamento adulto de intimidade. Carl Whitaker, terapeuta de famílias, diz que um casamento é como mudar de país, onde a cultura é diferente e o idioma é outro. É necessário então aprender novas formas de estar ali.

Dinalva da Cunha  Psicóloga, especialista em Psicologia Clínica.
dinalvacunha@hotmail.com